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BOB

Silenciosamente lágrimas escorrem o coração aperta e a saudade se escancara lá se foi mais um amigo de quatro patas Bob meigo um pastor calmo lindo que por sete anos me fez feliz a casa está silenciosa Jessie May com prazo vencido espera sua vez vida que segue roda que gira

CENAS

  Amigos vão  Amigos estão  Onde estão? Morte e Vida Todos os dia Mas, um dia o ciclo para de vez Saudades Um prato frio No almoço e no jantar Sol e calor O dia resplandece  Velhice: tempos outros Não há mais esperança  Maturidade: ver a vida como ela é  Bela e crua Juventude: o tempo da esperança  O jogar-se no espaço.

A REVOLUÇÃO DO TELEFONE

Ter um telefone já foi muito caro. Comprava-se um linha e se pagava alto. Era sinal de status. Como já houve tempo que tê-lo era muito barato.Com o advento do celular, que já foi muito mais caro do que é hoje, apesar de ainda ser caro e não ser comprado em mercados, como vejo nos filmes estrangeiros, falar com o outro, hoje em dia exige logística. Pelo que percebo ninguém mais liga para conversar, jogar conversa fora, se é que me entende. Manda-se mensagem pelo whatsApp. Se a saudade realmente for genuína então arrisca-se "Pode falar?". E dependendo da resposta, liga-se. E se conversa. Conheço uma pessoa que quando eu lhe ligo, nunca consigo abrir a boca, pois ela fala por nós duas e se quero falar tenho que interrompê-la. Acho interessante também o fato de se mandar arquivos, memes, a torto e a direito. Quem sabe um jeito simpático de se fazer presente. Vai saber.  O fato é que de maneira geral estamos todos em bolhas individuais, embora um fato seja real: está com saudades?...

CONVERSAS TELEFÔNICAS

Saudade batendo no peito telefonei a uma amiga como vai você? foi a pergunta que desencadeou meia hora de lamúrias dói isso, dói aquilo e sem brechas para falar só ouvia. ao desligar liguei para outra querida e só ouvi coisas boas dos netos, da família  e dela também levitei por um momento e entrei nessa aura positiva. engula suas desgraças e não as compartilhe ninguém merece. 

TARDE GELADA

  Arre, que tarde gélida Leio Hatoum Sentada na poltrona   Com um cobertor nas pernas Olho para Bob e Jessie May Ela no sofá ronrona Imersa em sonhos caninos. Bob enrolado em si mesmo Também dorme os sonos dos justos Olho através dos janelões  E tenho uma visão esplêndida  Das árvores e buganvílias coloridas Trazendo-me paz e esperança. Um quadro pronto para um pintor eternizar

A PERERECA

  Quando eu a vi na borda do sofá não sabia o que era. Parecia um sapo em miniatura. Pelo sim, pelo não, decidi me sentar em outro lugar. Na verdade, subi para o meu quarto e lá fiquei. Passaram-se alguns dias, e a vi novamente. Chamei  a faxineira e perguntei o que era aquela coisa. Perereca, ela falou. Ah sim? repliquei bastante surpresa. Detesto-a. Um dia, passei-lhe uma vassourada e consegui matá-la. Mas, elas voltam, principalmente em dias quentes. Ontem, levei um susto. Lavava umas poucas coisas na pia, e ao retirar o ralo para limpá-lo, uma perereca pulou lá de dentro e quase veio parar no meu rosto. Por pouco não morri de susto. O que será que mata pererecas? São medonhamente feias e pulam olimpicamente de um lado ao outro. Como se não bastassem os insetos humanos que nos cerceiam, agora apareceram as pererecas. Socorro.

PRENÚNCIO DE CHUVA

 O céu assustou Nuvens cinzas Mais parecendo cogumelos gigantes Tomaram-me a visão  Uma lufada de vento Balançou o abacateiro Que se vergou de um lado para o outro Seguido da amoreira Em dupla formaram um dueto  Dois pra lá, dois pra cá  O sol que minutos antes Explodia no azul celeste Se escondeu E eu fiz a mesma coisa. Entrei, fechei a porta E assisti a chuva caindo intensa Nesta manhã que estava tão solar.