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A FARRA DOS DOMÉSTICOS

O casal trabalhava para um senhor militar de avançada idade casado com uma jovem de 30 anos, no máximo. A casa era no alto de um condomínio para lá de exclusivo, com monitoramento de câmeras por todo o lado. O que seduzia os empregados que trabalhavam na casa, era a sala de musculação com aparelhos de última geração, além de uma banheira magnífica de hidromassagem. Depois de pegarem a confiança de seus patrões, se sentiram no direito de usufruir do espaço fitness. E começaram na bicicleta, depois passaram para o remo, chamaram os filhos e a farra virou rotina. Até que um dia, o idoso com sua companheira chegaram sem avisar e o que viram foi surpreendente. O espaço fitness totalmente ocupado pela turma e a piscina entupida de crianças. Foi um deus nos acuda, saíram todos de calças na mão. Perderam o emprego e o casal colocou câmeras por todos os lados. Acabou  o problema.  

FIM

  Ciça se espantou com o tamanho da porta imensa, entre nuvens trazia na mão duas sacolas. Se fez presente. Um idoso esfarrapado a abre. Ao vê-la, estranha e pergunta: Roupas para a viagem? Ciça encabulada retruca: Não, nessa aqui minhas boas intenções e nesta outra as maldades que cometi. São Pedro  reflete e diz: Deixa tudo aí e entre. Sinta-se em casa.
era para ser uma manhã ensolarada mas, o dia amanheceu escuro banhado por um sol cinzento

CONTO OU POEMA?

    Acordo animada     Como uma fatia de panetone gourmet     e logo depois,     Consciência pesada,     Me exercito na esteira     uns pesinhos para os braços     abdominal, muito,     ( fatia de panetone umas 250 calorias     é mole?)     não quero barriga estufada     e muito menos quilos a mais     Etapa seguinte:     uma ducha com acessórios perfumados     adoro óleos trifásicos e cremes     visto uma roupa bonita     passo um batom      me sinto bonita     Me preparo para enfrentar o dia     quem sabe, dessa vez,     Encontro o tal de Noel     que me segue desde tempos idos.            

DONA MOÇA

Dona Moça bateu pé e alardeou: Daqui não saio até ela me receber. E plantou-se na portaria do prédio. A moradora foi avisada. Um dia foram amigas, quase chegando a um compadrio. Mas, o tempo se encarregou de desgastar esse forte companheirismo, que um dia existiu.  Em conluio com o porteiro, a moradora só saía de casa nas idas ao banheiro de Dona Moça. E assim passaram-se alguns dias. O porteiro, com pena e solidário, ajudava como podia. Primeiro veio com um cafezinho fumegante, e dois pãezinhos, no outro dia com um prato de comida, numa noite com salgadinhos e cerveja, e por fim lhe ofereceu a cama. Estão juntos até hoje.

UMA ARANHA NO BOX

Entrei leve e solta no box para um banho rejuvenescedor. A ideia era hidratar o cabelo, enquanto me ensaboava com o sabonete francês, o óleo marroquino, e a esponja felpuda italiana. Só faltei assoviar. O tempo chuvoso e frio convidava. Ao realizar a primeira tarefa, que era o xampu, para logo depois colocar o hidratante, me deparei com ela, tentando subir pela paredes do azulejo. Gritei, claro, sapateei de nojo, medo, e, pelada, com as banhas balançando, saí quase que voando rumo a vassoura que costumo colocar atrás da porta. Lembrem-se que o  tempo estava frio. Mas, a emoção do momento me manteve quente. Pequei a vassoura e voltei ao box determinada a dar cabo da maldita. Brandia a vassoura e gritava palavras de ordem. Abati-a de um golpe só. Era grande a danada. Restos mortais da ardrópode  escoaram pelo ralo e eu pude me deliciar com a água quente que cobria o meu corpo, me deixando cheirosinha para outros olfatos. 

AH RITA, ATÉ VOCÊ?

Santa Rita de Sampa sempre irreverente, sempre genial A Rita das cambalhotas do lança-perfume no cangote que gostava de bailar a atriz palhaça preferida das crianças e dos marmanjos também luz maior em todas as ribaltas a noiva do subúrbio mutante sempre Rita que também era Lee e Jones sedutora irreverente genial artista maior  e como Elis, Gal e tantas outras fadas cantantes virou estrela.