CRÔNICA DE ANIVERSÁRIO
Ontem estava deprimida, mas hoje acordei legal. Dizem que é comum se sentir meio triste, antes ou até no dia do aniversário. É a tal da conjunção astral. Arhhhhh!
A tristeza de ontem se deveu a morte de um parente e ao acidente da TAM. Os dois acontecimentos foram tão inesperados que não me deram tempo nem de pensar. Corri para o enterro, consolei como pude a amiga e voltei arrasada para casa, a tempo de ver ainda pela televisão o horror que foi os últimos minutos daqueles brasileiros. Não tinha nenhum parente ou amigo no fatídico vôo, mas foi como se tivesse. A dor comoveu o país inteiro, ainda mais que essa crise aérea já se alastra por dez meses. E esse tipo de morte assusta, e muito. Apesar de relativizar sobre a morte, a verdade é que quando ela chega nunca estou preparado para recebê-la, só o morto está, será? Nós todos ficamos à deriva, chorando e lamentando a perda da pessoa querida. E duvido quem não pense em si mesmo, ali naquele caixão, algum dia. Por isso não estava bem na antevéspera do meu aniversário.
Convalescendo de uma virose que me derrubou, tudo que eu queria era passar longe das comemorações de praxe. Mas quem resiste? O dia é par, redondo, o mês é de férias, e pra mim, iluminado. Lembrei-me dos meus amigos, gente que me acompanha há tanto tempo, lembrei também dos que já foram, e um calorzinho começou a esquentar o meu coração. Não comemorei no dia. Mas fui melhorando da depressão aos poucos. Fiquei em casa pela manhã, atendi os telefonemas, fui trabalhar e no fim do dia estava feliz. Nos dias subseqüentes vi meus amigos, uma amiga me ofereceu um jantar.
Trilho meu caminho com passos fortes, às vezes tropeço, caio, me levanto e sigo em frente. Adoro o dia do meu aniversário, sou bem sincera e acho que todo o mundo devia também adorar. Falo isso porque sei de gente que não gosta e passa ao largo. Posso estar sozinha, mas festejo o dia com a alegria da criança que ainda habita em mim.
A tristeza de ontem se deveu a morte de um parente e ao acidente da TAM. Os dois acontecimentos foram tão inesperados que não me deram tempo nem de pensar. Corri para o enterro, consolei como pude a amiga e voltei arrasada para casa, a tempo de ver ainda pela televisão o horror que foi os últimos minutos daqueles brasileiros. Não tinha nenhum parente ou amigo no fatídico vôo, mas foi como se tivesse. A dor comoveu o país inteiro, ainda mais que essa crise aérea já se alastra por dez meses. E esse tipo de morte assusta, e muito. Apesar de relativizar sobre a morte, a verdade é que quando ela chega nunca estou preparado para recebê-la, só o morto está, será? Nós todos ficamos à deriva, chorando e lamentando a perda da pessoa querida. E duvido quem não pense em si mesmo, ali naquele caixão, algum dia. Por isso não estava bem na antevéspera do meu aniversário.
Convalescendo de uma virose que me derrubou, tudo que eu queria era passar longe das comemorações de praxe. Mas quem resiste? O dia é par, redondo, o mês é de férias, e pra mim, iluminado. Lembrei-me dos meus amigos, gente que me acompanha há tanto tempo, lembrei também dos que já foram, e um calorzinho começou a esquentar o meu coração. Não comemorei no dia. Mas fui melhorando da depressão aos poucos. Fiquei em casa pela manhã, atendi os telefonemas, fui trabalhar e no fim do dia estava feliz. Nos dias subseqüentes vi meus amigos, uma amiga me ofereceu um jantar.
Trilho meu caminho com passos fortes, às vezes tropeço, caio, me levanto e sigo em frente. Adoro o dia do meu aniversário, sou bem sincera e acho que todo o mundo devia também adorar. Falo isso porque sei de gente que não gosta e passa ao largo. Posso estar sozinha, mas festejo o dia com a alegria da criança que ainda habita em mim.
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