CRÔNICA DO DIA
Quando aprendi a ler, tinha como hábito ler, em voz alta, todos os anúncios que via durante os trajetos do bonde. Fiquei intrigada quando li um letreiro de salão de cabeleireiro que ficava na esquina na Rua Marquês de Abrantes com a Praia de Botafogo onde estava escrito UMÁ. Lembro de cutucar a minha mãe ou quem estivesse ao meu lado, enquanto dizia: Escreveram errado. Puseram um acento no A. Não existe, a palavra é UMA. Os adultos se divertiam enquanto minha intenção era corrigir o que estava errado. Anos depois, com a maturidade descobri que UMÁ era sobrenome e não artigo indefinido feminino.
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