CRÔNICA SOBRE A MULHER BIÔNICA 2025

A coisa está de lascar. As setentonas ostentam cabelos submetidos à escovas progressivas que deixam seus cabelos parecendo crinas de cavalo. Não combina com a idade. Quando ainda se é jovem até passa, mas depois daquela maldita idade fica bem estranho. Ah, a modernidade. 

Passemos para as sobrancelhas. A turma de hoje se rende à sobrancelha pigmentada, que no meu entender, é outro horror. O traço riscado acima dos olhos me remete as bonecas da minha infância. Acho muito estranho, e principalmente se é feito numa mulher depois de 50 anos, pois o envelhecimento do rosto contrasta violentamente com a pigmentação. 

E agora passemos aos cílios, verdadeira febre entre umas e outras. É uma cortina escalafobética em cima dos olhos, bonito sim, no teatro, mas no dia-a-dia é esquisito. Não fica bonito, o olho fica escondido, o brilho do olhar se esvai. O que você acha?

Vamos a boca. Ah, a boca. O volume dos lábios, assim como o formato das sobrancelhas variam ao longo dos anos. Já peguei sobrancelhas finas, volumosas, assim como os lábios finos, símbolo de beleza na minha infância. Hoje, quanto mais volumosos, melhor, o que convenhamos é um horror, até por que, não sei se você sabe, lábios inflados perdem a sensibilidade. Seios plastificados também. Então, aquela sensação do beijo na boca, que por si só já dá orgasmos, é finito, minha cara. Mas, a mulher biônica não está nem aí. 

Vamos descer um pouco. Seios com silicone, barrigas chapadas e bunda disforme também bomba aqui em Itaipava. Vejo cada coisa, que fico pasma. Um dia, na loja da minha amiga entrou uma moça fitness (que malha), com um bundão tão gigantesco, que quando ela saiu da loja a bunda foi a última coisa a desaparecer. Sinal dos tempos, colega

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